terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Dina das Dunas, leitão com espumante e outras aventuras (10º e 11º dias)
A estrelinha voltou!
Depois de um sábado radical, "em cheio!", com o Fábio e o Diogo, uma jantarada abençoada pela Senhora da Estrela e um final de noite marcado pela chuva e pela chegada do Alexandre - que vai pedalar connosco até Aveiro - acordámos para um dia bem mais solarengo do que se estava à espera.
Não foi um Domingo primaveril... mas também não foi um dia de Inverno. Uns pingos de vez em quando, uma brisa fresca, nuvens a ameaçar mas pouco mais que isso. Antes de partirmos para Coimbra, ainda houve tempo para ver algumas grutas, vias de escalada com nomes estranhos e até mais umas "shores" onde os putos faziam "dirt jump". Isso mesmo.
Depois pedalámos.
Pelo IC2, porque já não havia tempo para grandes passeios - tínhamos a apresentação em Coimbra, ao fim da tarde. E por falar em apresentação: foi a mais animada, até agora! Muitos novos amigos, histórias interessantes (como tem sido hábito, aliás)... e um final bem interessante. ;)
Apresentado o livro, seguimos na pickup da Dina das Dunas para Ançã, onde passámos a melhor noite desta viagem. Uma jantarada de leitão, espumante e licor de poejo, com a Dina, o Pedro e o grupo que foi com eles a Dakar. Trocámos histórias do deserto e outras aventuras, brindámos às que ainda aí vém... e às três da manhã, reduzidos a nós três, aos donos da casa e aos dois cães - o Mali e o Atar -acabámos por ceder e ir dormir.
Ontem (segunda-feira) acordámos tarde e o dia estava sorridente. Pedalámos até Mira e dormimos na praia. Mas a história desta última noite fica para mais tarde. Agora vamos escolher algumas fotos destes últimos dias.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
“É uma coisa bonita de se ver” (9º dia)
- Vocês hádem de ir à nascente do rio que aquilo é uma coisa bonita de se ver!
No sábado ao fim da manhã, estávamos num café em Redinha quando a Dona Isaura nos desafiou para este passeio. Pedalámos mais um par de quilómetros e ganhámos a tarde – a nascente despejava água com vigor para uma azenha restaurada, à volta tudo muito verde e ainda vimos uma senhora a pastar cabras com trela. Foi bonito de se ver e queremos que nos desafiem como a Dona Isaura!
Temos três semanas para pedalar e queremos encontrar mais pérolas – a ermida perdida, a aldeia castiça, o miradouro memorável, a taberna com o melhor salpicão do mundo. Façam comentários ou enviem um email, que nós vamos lá!
Depois da nascente passámos o resto da tarde, já em Poios, a passear com o filho da Dona Isaura – o Fábio. Amante das bicicletas, depois de dar uns saltos radicais numas rampas feitas por ele e pelo seu amigo Diogo - com madeira de pipas de vinho ou lenha “roubada”, levou-nos a um vale estrondoso onde supostamente, quando há água com abundância, a terra começa a rugir até sair dum poço uma géiser de água fria que inunda todo o vale. Rezámos para que tal não acontecesse naquele momento e fomos subindo até à espectacular Capela da Nossa Senhora da Estrela, que para além de ser incrustada numa gruta e ter uma vista monumental, tomámos como nossa padroeira – a estrelinha que tanto falámos e nos iluminou até Dacar, tinha finalmente um altar!
E como quando a estrela brilha é a valer, ainda jantámos duas chouriças assadas em aguardente caseira que a Dona Isaura nos aviou, a par de uma saca de pães e uma garrafa de tinto “feito lá em casa”.
Apesar da chuva, que regressou assim que o sol se pôs, parecia que "a" viagem tinha realmente começado... e fizémos um brinde.
É bonito de se ver!
sábado, 31 de janeiro de 2009
Finalmente... a estrela!
Lembram-se que, durante a viagem para Dakar, costumávamos dizer que tínhamos uma estrelinha a acompanhar-nos e a proteger-nos?
Pois... estamos em condições de vos adiantar que hoje ficámos a conhecer, "em pessoa", essa estrela.
Chove a cântaros, o vento sopra e assobia, estamos enfiados nas tendas mas cada um com um enorme sorriso. Hoje tivemos "daqueles dias"!
Temos que agradecer ao Alexandre, que foi quem nos aconselhou a fazer este desvio. Ainda bem que viemos aqui parar. E coitado... falámos com ele ainda agora e vinha no comboio, já a chegar a Pombal... e ainda se vai montar na bicicleta para vi aqui ter connosco...
A bateria do computador está mesmo a acabar... prometemos que amanhã contamos as aventuras de hoje, onde estamos, e quem é a nossa estrela! Boa noite, durmam quentinhos que nós também vamos tentar... ;)
Despacha-te, Alexandre!
Tal como era esperado, ontem apanhámos o regional. Fomos de Leiria até Alforelos, num cavalo de ferro sobre carris, rodeados de cinzento em vários tons... e água!
Água por todo o lado!
A paisagem que passava na janela era pouco animadora. Será que vamos levar com chuva o resto da viagem? Mas isto não melhora?
Em Alforelos ficámos à espera de outro regional, que nos levou a Soure - onde passámos a noite. Jantámos na estação vazia, acompanhados de Alfas e Intercidades que passavam a velocidades extremas, e recebemos a visita da Maria João e do Fernando, que nos vieram entregar algumas coisas que tinham ficado em Lisboa.
Dormimos debaixo de um silo, abrigados da chuva que caiu toda a noite. E hoje de manhã, quando acordámos com os galos a cantar, fomos surpreendidos com um céu muito menos carregado que ontem. Via-se azul! E não chovia!
Pedalámos numa estrada molhada, a brilhar ao sol. Vimos esquilos, coelhos e cegonhas. Foi uma manhã muito calma, sem grandes esforços - exactamente o que precisávamos para recuperar o ânimo.
E já estamos em Redinha, onde vamos ficar hoje. Alexandre, estamos à tua espera! Já nos recomendaram o tal sítio de que tu nos falaste, e até vem não-sei-quem abrir a porta da capela dentro da gruta. Despacha-te, pá!
Não esquecer: hoje sai a Fugas (Público) com a 3ª parte do relato da Mikelina e da Penélope. Participem no passatempo, há livros para oferecer e as histórias vencedoras são publicadas com a nossa!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
E agora... o que fazer?
Não pára.
Estamos há horas a ver se melhora um pouco, mas não há meio desta chuvada parar. Há cerca de uma hora, decidimo-nos a enfrentar a que seria a maior molha da viagem, até agora. Mas no momento em que pusemos as bikes na rua, o Carlos diz com um sorriso:
"Epá, isto hoje está cá com uma suspensão..."
Mas as nossas bicicletas não têm suspensão. E o que o Carlos estava a sentir era um pneu com pouco ar lá dentro. Exactamente: o primeiro furo deste passeio.
Não pára de chover. Não nos apetece mudar pneus à chuva, e só agora é que voltou do almoço o mecânico que, ainda esta manhã, montou um suporte para o cesto do Jorge.
Estamos a ponderar a hipótese de apanhar um comboio até Pombal. Só para adiantar alguns quilómetros - os que poderíamos ter pedalado hoje, em condições "normais". No Domingo temos de estar em Coimbra, por isso ficar hoje em Leiria está fora de questão.
Se ao menos parasse de chover...
4L Trophy
Como escrevemos no post anterior, ontem conhecemos o Diogo e o Pedro, dois alunos do Curso de Engenharia Automóvel do Instituto Politécnico de Leiria, que vão participar numa aventura inesquecível.
O Raid 4L Trophy vai ligar Paris a Marraquexe, com partida no próximo dia 19 de Fevereiro. São 1000 equipas na 12ª edição desta prova que promete muitas aventuras, e no final ainda entregam material escolar às crianças que vivem no deserto.
Para conhecer melhor estes novos amigos, e quem sabe contribuir ou patrocinar de alguma forma, podem visitar o site deles: http://www.4l.ipleiria.pt
Para saber mais sobre o evento, o site oficial é http://www.4ltrophy.com
No site há um video promocional para a prova de 2009, que está muito bom. Não o conseguimos passar aqui, mas fica o video de 2007, que "sacámos" no youtube.
Enjoy!
7º dia e 8ª manhã
O dia de ontem teve pouca história. Saímos tarde de São Pedro de Moel, aproveitando uma "aberta". Foi, literalmente, sol de pouca dura. Avançámos debaixo de chuviscos até à Marinha Grande, e daí até Leiria. Tomámos banho, descansámos, comemos - e depois lá fomos para a Bertrand apresentar o livro, e conhecemos o Diogo e o Pedro, dois malucos prestes a embarcar numa aventura muito louca.
Hoje fomos deixar a bicicleta do Jorge no mecânico, para "dar um toque" no cesto frontal, que não se está a aguentar bem. Também temos a roupa a lavar, e outros assuntos a resolver - por isso só saímos à tarde.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
A Paz esteja connvosco!
À saída de Mafra, logo no princípio desta viagem, passámos por Paz. Uma pequena terra com um nome tão sugestivo. Passámos os quilómetros seguintes a fazer trocadilhos com o nome da terra.
No taxi:
"É pra onde?"
"Deixe-me em Paz."
Como é que se chamam as pessoas que vivem em Paz? E já agora... puxem pela cabeça e entrem no espírito. Vamos lá ver quem é que se lembra do trocadilho mais original. Hoje não há prémios, é só pela piada.
Ah! E já estamos em Leiria! A apresentação na Bertrand do CC Continente +e Às 18:00, "as usual".
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
6º dia (20:00)
Até podia ter sido uma tarde lixada. A manhã foi o que foi, por isso as expectativas eram baixas. Era suposto voltarmos à N8, o que implica mais trânsito - logo, mais razias e "sprayzadas" de água suja.
Podia ter sido uma tarde lixada - mas não foi. O Wilson (do restaurante "Lázaro", onde almoçámos na Nazaré) recomendou-nos uma ciclovia que serpenteia, Portugal acima entre o pinhal e o mar, até S. Pedro de Moel. E ainda nos ofereceu uma garrafa de vinho tinto - que estamos neste momento a beber.
As nuvens estavam mais claras, deixara de chover. Era hora de partir.
Subimos no ascensor da Nazaré, com as bicicletas na parte de fora. Foi um pequeno drama para tirá-las, não só porque podiam cair pela encosta abaixo, mas porque havia uns cabos de alta tensão a menos de um braço esticado de distância. Nem tínhamos reparado neles, até ao "condutor/pica" nos avisar:
- Meninos, tenham cuidado com esses cabos que ficam aí agarrados e são projectados pela encosta abaixo.
(que imagem...)
- Mas isso já aconteceu?
- Então não! No outro dia vinha um homem com uma daquelas armas de caça submarina... quando vai para tirá-la aquilo dá-lhe um esticão e lá vai ele pelos carris abaixo.
- E morreu?
- Não... partiu um braço e uma perna... mas podia ter sido pior.
Dito isto, atenção redobrada para não tocarmos em nada. Não vá o diabo tecê-las.
Quando finalmente estávamos prontos para sair, eis que o telefone toca. Era a Dina das Dunas. Quem acompanha o blog há mais tempo lembra-se dela, de certeza. Foi para Dakar na mesma altura que nós, de jipe. Publicámos aqui a história dela, com fotos à mistura... e quando lançámos a "campanha de angariação" das guitarras, foi ela quem nos enviou a guitarra que está agora na Mauritânia, em casa do Djaló.
Apresentações à parte: a Dina ligou, porque tinha lido no blog que estávamos na Nazaré. Queria aconselhar-nos a ciclovia (e se já estávamos convencidos em vir por aqui, agora é que não havia volta a dar) e ainda nos arranjou um lugar para dormirmos, aqui em São Pedro de Moel. Mas disso falamos amanhã.
Tudo está bem quando acaba bem. E o hoje dia foi um exemplo disso. Começou de uma forma mais agreste, com chuva e alguns contratempos (o Jorge deixou cair a carteira, numa rotunda das Caldas, e foi preciso voltar atrás para recuperá-la, porque o Sr. Joaquim, que a encontrou, conseguiu arranjar forma de entrar em contacto connosco!); mas depois de um almoço excelente, as energias viraram a nosso favor, pedalámos numa ciclovia espectacular (parabéns e obrigado a quem se lembrou de a construir, devia haver mais cabeças assim por esse Portugal fora) e aqui estamos... no quentinho... a saborear um bom vinho e a preparar-nos para ir jantar!
6º dia (15:40)
Pedalámos toda a manhã debaixo de chuva, até chegar à Nazaré. Entrámos ensopados num restaurante, há quase três horas... e ainda não conseguimos sair :)
Já vimos o mail, o telejornal, a novela, os Simpsons e chegou a hora de pedalar - temos que encontrar uma ruína ou um telheiro que nos proteja da chuva e que nos deixe a poucos quilómetros de Leiria, para a apresentação de amanhã.
Vendo bem as coisas: com alertas vermelhos, mini tornados e outras desgraças anunciadas nos telejornais, esta chuvinha debaixo dos corta-ventos luxuosos da Salomon é pêra doce!
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
5º dia (23:00)
Passaram "a correr", os 6km que faltava pedalar para as Caldas da Rainha. Chegámos a tempo de tomar um duche, comer umas cavacas e dar uma volta pelo centro. E às 18:00, como era previsto, estávamos na Bertrand do Centro Comercial Vivaci - onde fomos muito bem recebidos.
São onze da noite, mas parece que são "tantas da manhã". Isto de ir para as tendas entre as oito e as nove troca um bocado os horários. E hoje nem tivemos vinho tinto a acompanhar o serão. Vamos dormir, amanhã temos muito que pedalar... a caminho de Leiria!
5º dia (12:45)
Bom dia, alegria!
11 horas de sono depois, desmontámos as tendas e voltámos à estrada - mas não avançámos mais que uns passos, porque a Dona Florinda apareceu à porta de sua casa e convidou-nos para um café. Um café que se esticou para pão com queijo da serra e doce de abóbora caseiro. Que delícia!
Estamos em Óbidos, a comer um caldo verde no café "1º de Dezembro", que curiosamente pertence a alguém da família da Dona Florinda. Hoje às 18:00 temos a apresentação do livro no Vivacci Caldas. E apesar de só faltarem 6km de estrada, não estamos muito "virados" para grandes esforços.
Nada que não se resolva com a primeira pedalada. A partir daí é quase automático.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
4º dia (20:20)
Estamos acampados mesmo ao pé de Óbidos. Pedimos autorização para usar um terreno baldio perto de umas casas - e aqui estamos. Jantámos cedo, portanto. Passam poucos minutos das oito e está cada um na sua tenda, a preparar-se para dormir. Ao fundo ouvimos os carros que passam na A8. Não chove - e não choveu enquanto pedalámos.
Passámos num supermercado e comprámos comida para o jantar. Apesar de ser o segundo dia em que fazemos campismo selvagem, é a primeira vez (nesta viagem) que cozinhamos. O Carlos preparou uma fogueira, meio-a-custo porque a lenha estava toda molhada; e o Jorge fez um petisco, que aproveitamos para partilhar, ao estilo das receitas que partilhámos no livro:
Fusilli com atum, tomate e coentros
Ingredientes:
1/3 de uma embalagem de fusilli
1/2 frasco de molho de tomate e basílico
1/2 ramo de coentros
2 latas de atum
Preparação:
Ferva a água na fogueira, com uma pitada de sal, pimenta e um fio de azeite. Deite o fusilli e deixe cozer. Assim que estiver pronto, misture o atum, o molho de tomate e os coentros. Acrescente um pouco de piri-piri, a gosto. Já está.
Simples, delicioso... e muito low-cost.
E para a sobremesa... bananas, que é bom para as cãibras! :)
Até amanhã, nas Caldas!
4º dia (14:00)
Frio e vento. Estamos no Inverno, só admira ainda não termos apanhado uma chuvada. As nuvens ainda ameaçaram, hoje de manhã, mas chegámos secos ao Bombarral. Um bocado cansados, é verdade, mas ainda estamos a recuperar a forma, e o vento não ajuda muito.
Temos passado por terras com nomes muito engraçados, e estamos a preparar uma colectânea com os melhores. Para não acumular muito, esta semana deixamos aqui algumas. Mas isso fica para amanhã. Agora estamos a almoçar, esperamos chegar hoje a Óbidos, onde devemos fazer campismo selvagem - e amanhã temos a apresentação nas Caldas da Rainha.
domingo, 25 de janeiro de 2009
3º dia (22:00)
Há um capítulo no livro cujo título resume grande parte da nossa pedalada de hoje. Chama-se "Vento de frente não é para toda a gente"... será que é preciso dizer mais?
Acordámos cedo, mas passámos a manhã a ler e a tomar café, a dar voltas à bagagem, a decidir o que podia ficar para trás, para poupar espaço e reduzir peso. E quando saímos de Sobral da Abelheira, passava do meio-dia.
Não tinha ainda caído uma pinga, mas assim que acabámos de montar as coisas nas bicicletas, foi como se o céu descarregasse tudo o que ainda não chovera este fim-de-semana. Felizmente foi coisa-pouca, e ao fim de dez minutos já o sol espreitava entre as nuvens - e nós saímos.
Vento durante toda a tarde, mais uma chuvinha à chegada de Torres Vedras. Encontrámos uma pensão barata para passar a noite, e às 18:00 (como previsto!) lá estávamos no Arena Shopping.
Esta coisa de dar autógrafos ainda é um bocado estranha para nós, mas qualquer constrangimento é compensado pelas pessoas que conhecemos. Hoje foi bom exemplo disso, e quem passasse na Bertrand e não soubesse que havia uma apresentação a decorrer, poderia jurar que eram velhos amigos que ali se tinham juntado à conversa.
Ainda bem que é assim!
Estamos num quarto sem janelas nem outros luxos. Não interessa, queremos é dormir. O cansaço e o sorriso que trouxemos do Arena Shopping pedem uma boa noite de sono, e é isso mesmo que vamos agora fazer.
Amanhã, se conseguirmos, publicamos algumas fotos. E à noite podem contar com o relato do dia.
sábado, 24 de janeiro de 2009
2º dia (18:00)
Dormimos 11 horas na primeira noite e hoje pedalámos 5... mas com paragens generosas.
Carvalhal, Mafra e Sobral da Abelheira. Devagar, devagarinho - desde que voltámos de Dakar, passámos muito tempo sentados em frente ao computador a escrever o livro, numa viagem empolgante que nos arrasou a forma física, a par das jantaradas lusitanas e da nossa preguiça natural para domingos desportivos.
Mas já estamos onde gostamos - "on the road" - e depois de um pequeno-almoço com torradas em pão de Mafra a 0,55 cêntimos, o sol rasgou as nuvens e acompanhou-nos a brilhar durante toda a segunda etapa.
Estamos em casa da nossa amiga Marta Cidraes, em Sobral da Abelheira, com uma lareira ao fundo e já de banho tomado, a beber chá e a ler a Fugas, que hoje publica a segunda parte dos relatos da Mikelina e da Penélope. Viva o luxo!
Amanhã fazemos o pouco que ainda falta para Torres Vedras. A apresentação é às 18:00, na Bertrand do Arena Shopping. Até lá!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
1º dia (20:00)
Estamos acampados junto a um rio, o barulho da água a correr é o tónico que precisávamos depois da azáfama dos últimos dias, com o lançamento do livro e todo o aparato à volta.
Hoje fizemos poucos quilómetros. Saímos tarde de Sintra, por causa de um problema com o travão da frente da bicicleta do Carlos. Avançámos devagar - afinal, não pegávamos em bicicletas desde Dakar! Mas foi um passeio agradável. Não choveu, as estradas mais movimentadas deram lugar a quase-caminhos que serpenteavam pela paisagem, em direcção a Mafra.
Passámos por "cemitérios de carros antigos" e stands novinhos em folha. Mármore a mobilar as bermas da estrada. Cães a ladrar. Razias de camiões e carros cheios de pressa. Começou a escurecer e aqui estamos, com um rio castanho ao lado, mas no escuro não há cores e só se ouve a água. Que paz!
Lemos agora os comentários, e alguém perguntava sobre as novas bikes. São low-cost, como a Mikelina e a Penélope. Não têm nomes, e nesta fase nem queremos pensar nisso. Talvez por respeito às nossas companheiras, que tantas aventuras partilharam até Dakar. Logo se vê, se também damos nomes a estas...
Amanhã de manhã vamos postar algumas fotos. Da apresentação do livro, ontem à tarde na Bertrand do Chiado, e do passeio de hoje. E já agora aproveitamos para agradecer, mais uma vez porque nunca é demais, a toda a gente que nos tem apoiado, nem que seja com palavras encorajadoras; à Livros D'Hoje, que tem feito muito mais do que é suposto e acreditou que temos um projecto que não se esgota num livro; e à Salomon, que nos mima e permite que a aventura seja muito mais confortável do que alguma vez seria.















