Fica aqui um momento registado pelo Alexandre, quando estávamos quase a chegar a Aveiro!
E por falar em Alexandre, estamos a preparar três ou quatro séries de fotografias, que vamos postar amanhã ao longo do dia, enquanto seguimos a caminho de Lamego ou Régua - conforme o estado do tempo.
Neste momento, cai uma Sra. Tempestade sobre Castro Daire... mas na quarta-feira estamos na Bertrand de Vila Real, às 18:00, nem que chovam sapos!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Para que não haja dúvidas
Alguém desliga a chuva?
Estamos em Castro Daire, hoje não avançámos mais que 10km.
Acordámos com as tendas relativamente secas. O coreto protegeu-nos da chuva, que nem foi muita durante a noite... mas assim que nos lançámos à estrada, hoje de manhã, começou a enxurrada.
Vamos agora para o quartel dos bombeiros, que nos deixam lá ficar - e aproveitamos a pausa para actualizar as fotografias. Boa ideia, não?
Voltamos a "falar" daqui a umas horas. E se alguém tiver as "connections" certas, por favor metam uma cunha por nós e mandem desligar a chuva, se faz favor.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Roubados!
O Benfica, não nós.
Nós estamos numa terrinha pouco antes de Castro D'Aire, depois de um dia de muita chuva, subidas e descidas, pinhais de castanhos berrantes e algumas razias.
Ficámos a ver o Benfica-Porto num café, onde jantámos, com vários velhotes treinadores de bancada, alguns telespectadores mais pacatos e um puto de walkman, a ouvir o relato pela rádio, e que se antecipava à televisão com comentários muito irritantes, dois ou três segundos antes de os vermos.
Mas futebóis à parte. Dois jarros de tinto depois, pedimos uma mousse de chocolate com cheirinho, e retirámo-nos já "quentinhos", que o frio não está para brincadeiras.
E montámos as tendas onde? No coreto da aldeia! Boa noite!
E por falar em vídeos
Este já tem um mês e pouco de "idade", mas houve muita gente a pedir-nos para o postar. Agora que conseguimos tê-lo, aqui fica o excerto final da Revista do Ano 2008, da RTP, em que aparece o projecto "Até onde vais com 1000 euros?"
E já agora, um update da digressão. Estamos em Viseu, onde apresentámos ontem à noite o livro. Daqui a bocado saímos, a próxima paragem é Vila Real, na quarta-feira dia 11.
Tivemos alguns problemas "mecânicos", que vamos agora tentar resolver. Fica o vídeo, então!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Live from Nelas
Depois dos mimos da família Palma e do andamento do Joel & Cia, estávamos a precisar de um camping selvagem. A verdade é que, se não fossem os compromissos com a promoção do livro, provavelmente ainda estávamos por Aveiro.
Voltámos à estrada, mas praticamente não pedalámos hoje. Da estação de comboios aveirense, um regional levou-nos até à Pampilhosa. E daqui continuámos, sempre sobre carris, até Nelas. Jantámos, fizemos uns quilómetros e instalámo-nos numa mata, perto da estrada. Amanhã pedalamos o que falta para Viseu. Diz que é pouco. E diz que nevou lá, hoje.
Vai ser bonito...
Já agora, aproveitamos para esclarecer algumas dúvidas/questões levantadas:
Os videos. Várias pessoas comentaram no blog, e houve até quem nos escrevesse via e-mail a perguntar se desta vez não postávamos videos. Infelizmente, ao longo deste passeio, vai ser impossível editar clips - como quando fomos para Dakar. Nessa altura não tínhamos prazos a cumprir, o que nos dava uma grande liberdade na gestão do tempo. Editar um clip de video implicava parar dois dias e trabalhar afincadamente só nisso. Com as Bertrand à espera e a chuva a trocar-nos as voltas, a disponibilidade é pouca. Mas temos estado a filmar, e nada nos impede de postar uns "roughs". E no fim desta "digressão", editaremos um best of deste mês a atravessar Portugal.
Por falar na "digressão". Têm toda a razão aqueles que dizem que não é bem "nacional", visto não passarmos no Algarve e no Alentejo (por onde fomos, a caminho de Dakar). Temos que confessar que foi uma decisão nossa. E a razão é simples: temos apenas este mês para pedalar, e como nós avançamos devagarinho (porque vamos carregados; porque está frio e a chover; e porque não somos desportistas), tivémos de escolher. Se tivermos em conta que a volta tinha sempre que acabar no Porto - onde a ideia dos 1000 euros nasceu - começa a ficar óbvio que tinha de ser pelo Norte. Ainda por cima, a Bertrand não tem lojas no Alentejo. A sul de Lisboa, só em Setúbal e Faro, o que tornava a volta muito longa...
Mas nada nos impede de lá ir a seguir, claro. Há convites para irmos falar do livro e da viagem em contextos diferentes deste "tour", em vários pontos do país. E nós temos todo o gosto em participar, claro!
E as ilhas? Ninguém se lembrou das ilhas? Se nos "convidarem", estamos lá batidos! :) São tão Portugal quando o resto do continente, norte ou sul, litoral ou interior.
A bateria do computador está quase a acabar. Até amanhã, em Viseu! Às 18:00 no Palácio do Gelo!
Indo eu, indo eu...
...a caminho de Viseu!
Hoje é dia de "batota": vamos apanhar um comboio! A estadia em Aveiro prolongou-se mais que o esperado e já não há tempo, faça chuva ou faça sol, para pedalarmos até Viseu a tempo da próxima apresentação (amanhã, às 18:00).
Quanto a Aveiro:
1. Família Palma
Em casa dos Palma, só há uma coisa que não se recicla: as fraldas da Marta e da Maria. “Porque não dá! Ainda pensámos em comprar umas de lavar, mas vivemos num apartamento e não temos vida para isso!”. O lixo orgânico vai para umas galinhas a “troco” de ovos sadios, o pão é feito em casa, metade da bancada da cozinha cobre-se de fruta, e ao pequeno-almoço há chá de cevada com torradas e geleia de milho! Mais uns dias com o Pedro e a Xana e ficávamos tão saudáveis que pedalávamos uma digressão europeia com uma perna às costas. :)
Levámos, nesta casa, uma lição de hospitalidade e eco-sustentabilidade. Deliciámo-nos com o polvo à lagareiro “a la Palma”, e ainda saímos com um farnel embrulhado num saco de pano, à antiga, quais Tom Sawyers dos tempos modernos. Obrigado, Pedro!
2. Bertrand
Foi na Bertrand de Aveiro que, entre outras pessoas, conhecemos o Joel. Foi ele quem tomou a iniciativa de animar a loja para a nossa apresentação, e foi tanta a empatia que sentimos com a sua energia, que combinámos encontrarmo-nos no dia seguinte (ontem).
Foi aqui que também conhecemos a Cristina, uma RP da Universidade de Aveiro e entusiasta do nosso livro, com quem combinámos um café para trocar ideias. Sim, as universidades também têm Relações Públicas.E foi nesta mesma loja que finalmente entregámos o prémio do passatempo Salomon, ao Filipe Freitas!
3. O vinho é fofinho!
Saímos de casa dos Palma a apontar para um café... mas ainda estamos em Aveiro. Numa república estudantil, junto à Universidade de Aveiro, a ressacar de uma borga que se esticou até às 7 da manhã! Lá se foram todas as vitaminas acumuladas nos Palmas…
E o que aconteceu? Depois do café com a Cristina, fomos jantar a casa da Rute - a namorada do Joel. Preparámos um pitéu para impressionar as miúdas, éramos sete à mesa e foi tal a animação que, quando saímos para ir conhecer o Mercado do Peixe, eram duas da manhã e os bares já tinham fechado. Por momentos, vimos ir por água abaixo a noite que tanto antecipáramos ao longo dessa tarde... mas afinal havia mais! Fomos para uma discoteca e não é preciso dizer mais. Acabámos a noite (ou começámos a manhã, depende do ponto de vista) a comer numa pastelaria aqui ao pé de casa.
Vamos de comboio para Nelas, e amanhã pedalamos o resto até Viseu. Segundo os boletins meteorológicos, vamos estrear-nos a acampar com temperaturas glaciares... alguém tem um chá quente?
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Meteorologicamente abençoados (11º ao 13º dia, de Mira a Aveiro)
Cuidado com o granizo! Desvia-te desses pingos de chuva! Abranda um pouco para não apanhar a ventosga que vem aí! Agora acelera, foge das nuvens pretas, temos de ir atrás daquela nesga de céu azul!
Por muitos alertas e dramas meteorológicos anunciados, temos conseguido evitar molhas e outros incómodos. Vá-se lá saber porquê ou como, mas quando começamos a pedalar a chuva pára. Quando montamos as tendas, recomeça. Se viramos à esquerda, as nuvens fogem para a direita. Se vamos para a direita, o vento muda para se manter nas nossas costas.
Que sorte!
Em boa altura descobrimos a Senhora da Estrela, que por razões difíceis de explicar deve ter resolvido proteger-nos. Mais uma vez.
E não é só no tempo que temos sido, digamos... abençoados. É nas pessoas que conhecemos e na forma como somos recebidos. Estamos em Aveiro, em casa da família Palma, ontem apresentámos o livro numa Bertrand "quase engalanada"... mas disso falaremos no próximo post.
Da última vez que tínhamos escrito, estávamos na Praia de Mira. Chegámos ao fim do dia, já a escurecer, e levantou-se um vendaval que não nos deu grandes hipóteses de escolha. Abrigámo-nos numa casa abandonada, junto ao mar - e aí jantámos... e aí dormimos. As três tendas enfiadas num quarto já meio reclamado pela areia da praia, as bicicletas encaixadas no espaço que ainda sobrava, e tivemos a companhia e protecção de um rafeiro, que comeu os restos do jantar que lhe oferecemos, e ainda se levantou duas ou três vezes durante a noite, para ladrar a estranhos que se aproximavam da casa.
Na terça-feira, chovia. Toda a manhã e parte da tarde. Ficámos num café (nós dois e o Alexandre) à conversa com um alemão que estava a viajar sozinho pela Europa, no seu velho Mercedes com uma pequena roulotte atrás. Ele chamava-lhe "A Bolha".
A meio da tarde, decidimos que tínhamos mesmo que avançar. Com chuva, não interessa. O Alexandre tinha vindo pedalar uns dias connosco, mas passáramos a maior parte do tempo parados. E tínhamos a apresentação em Aveiro, não havia tempo a perder.
Assim que nos montámos nas bikes, a chuva parou. O sol apareceu e acompanhou-nos até um pinhal perto de Vagos, onde montámos as tendas. Jantámos ao relento, conversámos um pouco, e quando nos retirámos para as tendas, caiu uma carga de água. Toda a noite.
Quando nos levantámos, de manhã, ainda chovia. Mas foi só correr o zipper das tendas que, como por magia, a chuva parou outra vez. Avançámos devagarinho, junto ao mar, a caminho de Aveiro. Tirámos fotos às casas às riscas da Costa Nova, perdemo-nos na Gafanha da Nazaré e encontrámos o Pedro Palma em Aveiro. O Alexandre voltou para Lisboa e nós fomos com o Pedro para casa.
Alguém ouviu ontem a TSF? Demos uma entrevista muito gira!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Dina das Dunas, leitão com espumante e outras aventuras (10º e 11º dias)
A estrelinha voltou!
Depois de um sábado radical, "em cheio!", com o Fábio e o Diogo, uma jantarada abençoada pela Senhora da Estrela e um final de noite marcado pela chuva e pela chegada do Alexandre - que vai pedalar connosco até Aveiro - acordámos para um dia bem mais solarengo do que se estava à espera.
Não foi um Domingo primaveril... mas também não foi um dia de Inverno. Uns pingos de vez em quando, uma brisa fresca, nuvens a ameaçar mas pouco mais que isso. Antes de partirmos para Coimbra, ainda houve tempo para ver algumas grutas, vias de escalada com nomes estranhos e até mais umas "shores" onde os putos faziam "dirt jump". Isso mesmo.
Depois pedalámos.
Pelo IC2, porque já não havia tempo para grandes passeios - tínhamos a apresentação em Coimbra, ao fim da tarde. E por falar em apresentação: foi a mais animada, até agora! Muitos novos amigos, histórias interessantes (como tem sido hábito, aliás)... e um final bem interessante. ;)
Apresentado o livro, seguimos na pickup da Dina das Dunas para Ançã, onde passámos a melhor noite desta viagem. Uma jantarada de leitão, espumante e licor de poejo, com a Dina, o Pedro e o grupo que foi com eles a Dakar. Trocámos histórias do deserto e outras aventuras, brindámos às que ainda aí vém... e às três da manhã, reduzidos a nós três, aos donos da casa e aos dois cães - o Mali e o Atar -acabámos por ceder e ir dormir.
Ontem (segunda-feira) acordámos tarde e o dia estava sorridente. Pedalámos até Mira e dormimos na praia. Mas a história desta última noite fica para mais tarde. Agora vamos escolher algumas fotos destes últimos dias.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
“É uma coisa bonita de se ver” (9º dia)
- Vocês hádem de ir à nascente do rio que aquilo é uma coisa bonita de se ver!
No sábado ao fim da manhã, estávamos num café em Redinha quando a Dona Isaura nos desafiou para este passeio. Pedalámos mais um par de quilómetros e ganhámos a tarde – a nascente despejava água com vigor para uma azenha restaurada, à volta tudo muito verde e ainda vimos uma senhora a pastar cabras com trela. Foi bonito de se ver e queremos que nos desafiem como a Dona Isaura!
Temos três semanas para pedalar e queremos encontrar mais pérolas – a ermida perdida, a aldeia castiça, o miradouro memorável, a taberna com o melhor salpicão do mundo. Façam comentários ou enviem um email, que nós vamos lá!
Depois da nascente passámos o resto da tarde, já em Poios, a passear com o filho da Dona Isaura – o Fábio. Amante das bicicletas, depois de dar uns saltos radicais numas rampas feitas por ele e pelo seu amigo Diogo - com madeira de pipas de vinho ou lenha “roubada”, levou-nos a um vale estrondoso onde supostamente, quando há água com abundância, a terra começa a rugir até sair dum poço uma géiser de água fria que inunda todo o vale. Rezámos para que tal não acontecesse naquele momento e fomos subindo até à espectacular Capela da Nossa Senhora da Estrela, que para além de ser incrustada numa gruta e ter uma vista monumental, tomámos como nossa padroeira – a estrelinha que tanto falámos e nos iluminou até Dacar, tinha finalmente um altar!
E como quando a estrela brilha é a valer, ainda jantámos duas chouriças assadas em aguardente caseira que a Dona Isaura nos aviou, a par de uma saca de pães e uma garrafa de tinto “feito lá em casa”.
Apesar da chuva, que regressou assim que o sol se pôs, parecia que "a" viagem tinha realmente começado... e fizémos um brinde.
É bonito de se ver!
sábado, 31 de janeiro de 2009
Finalmente... a estrela!
Lembram-se que, durante a viagem para Dakar, costumávamos dizer que tínhamos uma estrelinha a acompanhar-nos e a proteger-nos?
Pois... estamos em condições de vos adiantar que hoje ficámos a conhecer, "em pessoa", essa estrela.
Chove a cântaros, o vento sopra e assobia, estamos enfiados nas tendas mas cada um com um enorme sorriso. Hoje tivemos "daqueles dias"!
Temos que agradecer ao Alexandre, que foi quem nos aconselhou a fazer este desvio. Ainda bem que viemos aqui parar. E coitado... falámos com ele ainda agora e vinha no comboio, já a chegar a Pombal... e ainda se vai montar na bicicleta para vi aqui ter connosco...
A bateria do computador está mesmo a acabar... prometemos que amanhã contamos as aventuras de hoje, onde estamos, e quem é a nossa estrela! Boa noite, durmam quentinhos que nós também vamos tentar... ;)
Despacha-te, Alexandre!
Tal como era esperado, ontem apanhámos o regional. Fomos de Leiria até Alforelos, num cavalo de ferro sobre carris, rodeados de cinzento em vários tons... e água!
Água por todo o lado!
A paisagem que passava na janela era pouco animadora. Será que vamos levar com chuva o resto da viagem? Mas isto não melhora?
Em Alforelos ficámos à espera de outro regional, que nos levou a Soure - onde passámos a noite. Jantámos na estação vazia, acompanhados de Alfas e Intercidades que passavam a velocidades extremas, e recebemos a visita da Maria João e do Fernando, que nos vieram entregar algumas coisas que tinham ficado em Lisboa.
Dormimos debaixo de um silo, abrigados da chuva que caiu toda a noite. E hoje de manhã, quando acordámos com os galos a cantar, fomos surpreendidos com um céu muito menos carregado que ontem. Via-se azul! E não chovia!
Pedalámos numa estrada molhada, a brilhar ao sol. Vimos esquilos, coelhos e cegonhas. Foi uma manhã muito calma, sem grandes esforços - exactamente o que precisávamos para recuperar o ânimo.
E já estamos em Redinha, onde vamos ficar hoje. Alexandre, estamos à tua espera! Já nos recomendaram o tal sítio de que tu nos falaste, e até vem não-sei-quem abrir a porta da capela dentro da gruta. Despacha-te, pá!
Não esquecer: hoje sai a Fugas (Público) com a 3ª parte do relato da Mikelina e da Penélope. Participem no passatempo, há livros para oferecer e as histórias vencedoras são publicadas com a nossa!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
E agora... o que fazer?
Não pára.
Estamos há horas a ver se melhora um pouco, mas não há meio desta chuvada parar. Há cerca de uma hora, decidimo-nos a enfrentar a que seria a maior molha da viagem, até agora. Mas no momento em que pusemos as bikes na rua, o Carlos diz com um sorriso:
"Epá, isto hoje está cá com uma suspensão..."
Mas as nossas bicicletas não têm suspensão. E o que o Carlos estava a sentir era um pneu com pouco ar lá dentro. Exactamente: o primeiro furo deste passeio.
Não pára de chover. Não nos apetece mudar pneus à chuva, e só agora é que voltou do almoço o mecânico que, ainda esta manhã, montou um suporte para o cesto do Jorge.
Estamos a ponderar a hipótese de apanhar um comboio até Pombal. Só para adiantar alguns quilómetros - os que poderíamos ter pedalado hoje, em condições "normais". No Domingo temos de estar em Coimbra, por isso ficar hoje em Leiria está fora de questão.
Se ao menos parasse de chover...
4L Trophy
Como escrevemos no post anterior, ontem conhecemos o Diogo e o Pedro, dois alunos do Curso de Engenharia Automóvel do Instituto Politécnico de Leiria, que vão participar numa aventura inesquecível.
O Raid 4L Trophy vai ligar Paris a Marraquexe, com partida no próximo dia 19 de Fevereiro. São 1000 equipas na 12ª edição desta prova que promete muitas aventuras, e no final ainda entregam material escolar às crianças que vivem no deserto.
Para conhecer melhor estes novos amigos, e quem sabe contribuir ou patrocinar de alguma forma, podem visitar o site deles: http://www.4l.ipleiria.pt
Para saber mais sobre o evento, o site oficial é http://www.4ltrophy.com
No site há um video promocional para a prova de 2009, que está muito bom. Não o conseguimos passar aqui, mas fica o video de 2007, que "sacámos" no youtube.
Enjoy!
7º dia e 8ª manhã
O dia de ontem teve pouca história. Saímos tarde de São Pedro de Moel, aproveitando uma "aberta". Foi, literalmente, sol de pouca dura. Avançámos debaixo de chuviscos até à Marinha Grande, e daí até Leiria. Tomámos banho, descansámos, comemos - e depois lá fomos para a Bertrand apresentar o livro, e conhecemos o Diogo e o Pedro, dois malucos prestes a embarcar numa aventura muito louca.
Hoje fomos deixar a bicicleta do Jorge no mecânico, para "dar um toque" no cesto frontal, que não se está a aguentar bem. Também temos a roupa a lavar, e outros assuntos a resolver - por isso só saímos à tarde.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
A Paz esteja connvosco!
À saída de Mafra, logo no princípio desta viagem, passámos por Paz. Uma pequena terra com um nome tão sugestivo. Passámos os quilómetros seguintes a fazer trocadilhos com o nome da terra.
No taxi:
"É pra onde?"
"Deixe-me em Paz."
Como é que se chamam as pessoas que vivem em Paz? E já agora... puxem pela cabeça e entrem no espírito. Vamos lá ver quem é que se lembra do trocadilho mais original. Hoje não há prémios, é só pela piada.
Ah! E já estamos em Leiria! A apresentação na Bertrand do CC Continente +e Às 18:00, "as usual".
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
6º dia (20:00)
Até podia ter sido uma tarde lixada. A manhã foi o que foi, por isso as expectativas eram baixas. Era suposto voltarmos à N8, o que implica mais trânsito - logo, mais razias e "sprayzadas" de água suja.
Podia ter sido uma tarde lixada - mas não foi. O Wilson (do restaurante "Lázaro", onde almoçámos na Nazaré) recomendou-nos uma ciclovia que serpenteia, Portugal acima entre o pinhal e o mar, até S. Pedro de Moel. E ainda nos ofereceu uma garrafa de vinho tinto - que estamos neste momento a beber.
As nuvens estavam mais claras, deixara de chover. Era hora de partir.
Subimos no ascensor da Nazaré, com as bicicletas na parte de fora. Foi um pequeno drama para tirá-las, não só porque podiam cair pela encosta abaixo, mas porque havia uns cabos de alta tensão a menos de um braço esticado de distância. Nem tínhamos reparado neles, até ao "condutor/pica" nos avisar:
- Meninos, tenham cuidado com esses cabos que ficam aí agarrados e são projectados pela encosta abaixo.
(que imagem...)
- Mas isso já aconteceu?
- Então não! No outro dia vinha um homem com uma daquelas armas de caça submarina... quando vai para tirá-la aquilo dá-lhe um esticão e lá vai ele pelos carris abaixo.
- E morreu?
- Não... partiu um braço e uma perna... mas podia ter sido pior.
Dito isto, atenção redobrada para não tocarmos em nada. Não vá o diabo tecê-las.
Quando finalmente estávamos prontos para sair, eis que o telefone toca. Era a Dina das Dunas. Quem acompanha o blog há mais tempo lembra-se dela, de certeza. Foi para Dakar na mesma altura que nós, de jipe. Publicámos aqui a história dela, com fotos à mistura... e quando lançámos a "campanha de angariação" das guitarras, foi ela quem nos enviou a guitarra que está agora na Mauritânia, em casa do Djaló.
Apresentações à parte: a Dina ligou, porque tinha lido no blog que estávamos na Nazaré. Queria aconselhar-nos a ciclovia (e se já estávamos convencidos em vir por aqui, agora é que não havia volta a dar) e ainda nos arranjou um lugar para dormirmos, aqui em São Pedro de Moel. Mas disso falamos amanhã.
Tudo está bem quando acaba bem. E o hoje dia foi um exemplo disso. Começou de uma forma mais agreste, com chuva e alguns contratempos (o Jorge deixou cair a carteira, numa rotunda das Caldas, e foi preciso voltar atrás para recuperá-la, porque o Sr. Joaquim, que a encontrou, conseguiu arranjar forma de entrar em contacto connosco!); mas depois de um almoço excelente, as energias viraram a nosso favor, pedalámos numa ciclovia espectacular (parabéns e obrigado a quem se lembrou de a construir, devia haver mais cabeças assim por esse Portugal fora) e aqui estamos... no quentinho... a saborear um bom vinho e a preparar-nos para ir jantar!
6º dia (15:40)
Pedalámos toda a manhã debaixo de chuva, até chegar à Nazaré. Entrámos ensopados num restaurante, há quase três horas... e ainda não conseguimos sair :)
Já vimos o mail, o telejornal, a novela, os Simpsons e chegou a hora de pedalar - temos que encontrar uma ruína ou um telheiro que nos proteja da chuva e que nos deixe a poucos quilómetros de Leiria, para a apresentação de amanhã.
Vendo bem as coisas: com alertas vermelhos, mini tornados e outras desgraças anunciadas nos telejornais, esta chuvinha debaixo dos corta-ventos luxuosos da Salomon é pêra doce!
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
5º dia (23:00)
Passaram "a correr", os 6km que faltava pedalar para as Caldas da Rainha. Chegámos a tempo de tomar um duche, comer umas cavacas e dar uma volta pelo centro. E às 18:00, como era previsto, estávamos na Bertrand do Centro Comercial Vivaci - onde fomos muito bem recebidos.
São onze da noite, mas parece que são "tantas da manhã". Isto de ir para as tendas entre as oito e as nove troca um bocado os horários. E hoje nem tivemos vinho tinto a acompanhar o serão. Vamos dormir, amanhã temos muito que pedalar... a caminho de Leiria!
5º dia (12:45)
Bom dia, alegria!
11 horas de sono depois, desmontámos as tendas e voltámos à estrada - mas não avançámos mais que uns passos, porque a Dona Florinda apareceu à porta de sua casa e convidou-nos para um café. Um café que se esticou para pão com queijo da serra e doce de abóbora caseiro. Que delícia!
Estamos em Óbidos, a comer um caldo verde no café "1º de Dezembro", que curiosamente pertence a alguém da família da Dona Florinda. Hoje às 18:00 temos a apresentação do livro no Vivacci Caldas. E apesar de só faltarem 6km de estrada, não estamos muito "virados" para grandes esforços.
Nada que não se resolva com a primeira pedalada. A partir daí é quase automático.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
4º dia (20:20)
Estamos acampados mesmo ao pé de Óbidos. Pedimos autorização para usar um terreno baldio perto de umas casas - e aqui estamos. Jantámos cedo, portanto. Passam poucos minutos das oito e está cada um na sua tenda, a preparar-se para dormir. Ao fundo ouvimos os carros que passam na A8. Não chove - e não choveu enquanto pedalámos.
Passámos num supermercado e comprámos comida para o jantar. Apesar de ser o segundo dia em que fazemos campismo selvagem, é a primeira vez (nesta viagem) que cozinhamos. O Carlos preparou uma fogueira, meio-a-custo porque a lenha estava toda molhada; e o Jorge fez um petisco, que aproveitamos para partilhar, ao estilo das receitas que partilhámos no livro:
Fusilli com atum, tomate e coentros
Ingredientes:
1/3 de uma embalagem de fusilli
1/2 frasco de molho de tomate e basílico
1/2 ramo de coentros
2 latas de atum
Preparação:
Ferva a água na fogueira, com uma pitada de sal, pimenta e um fio de azeite. Deite o fusilli e deixe cozer. Assim que estiver pronto, misture o atum, o molho de tomate e os coentros. Acrescente um pouco de piri-piri, a gosto. Já está.
Simples, delicioso... e muito low-cost.
E para a sobremesa... bananas, que é bom para as cãibras! :)
Até amanhã, nas Caldas!






