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quarta-feira, 25 de junho de 2008

FAQ

Há 2 assuntos que tem levantado algumas questões, pelo que passamos a esclarecer:

Reparei que, na última actualização do contador dos euros, o montante diminuiu. Foi gralha? O que aconteceu?

A última actualização do dinheiro gasto pode fazer alguma confusão – pelo que passamos a explicar como é que, de repente, estamos outra vez um pouco mais longe dos 1000 euros. Não é novidade: vendemos as bicicletas. Não foi uma decisão fácil, mas o facto de estarmos outra vez mais “desafogados” justifica-a. A Etoille Lusitana ofereceu 150 euros por cada bicicleta (extras incluídos) e assim se explica a diferença de valores. Quando chegámos a Dakar, tínhamos gasto cerca de 900 euros cada um, incluindo os preparativos antes da partida. Ao transformarmos esse investimento inicial outra vez em dinheiro, os 100 euros que ainda tínhamos passaram a 250 – e o regresso a Portugal, que se adivinhava complicado dentro do budget, já não nos assusta.

Além disso, o apoio incansável da ICAR, o sr. Khaled, o Mohammedou e o José Fachada fez com que a segunda passagem na Mauritânia acontecesse quase sem gastos. Todos os transportes, refeições e estadia foram-nos oferecidos – e chegámos a Nouadhibou sem ter de trocar dinheiro. Agora estamos em casa do Djalló... e com o dinheiro que ainda temos, os últimos dias em Marrocos prometem! Com sorte, chegamos a Lisboa e ainda sobra.

Há algum tempo fizeram a contabilidade das dormidas. Seria possível repetir a brincadeira?

A semana passada completámos 4 meses em viagem – e até queríamos fazer a tal contabilidade de noites. Adiámo-la para o regresso... mas visto que há interessados, aqui vai:

Noites passadas...
Em casas de pessoas: 35
Em pensões: 30
Nas tendas: 27 (20 noites em campismo selvagem)
Em business: 21 (Tarfaya e Layounne)
Em andamento: 05 (1 no autocarro Rabat – Agadir, 2 no Maior Comboio do Mundo, 2 no Camião Mais Lento do Sahara)

Ou seja, um total de 81 noites à borla e 37 a pagar.

terça-feira, 15 de abril de 2008

FAQ

Hoje vamos esclarecer algumas duvidas, que recebemos tanto por email como nos comentarios aqui no blog. Se houver mais perguntas, nao hesitem.

Os 1000 euros incluem o regresso a Portugal?
Sim! O nosso objectivo é voltarmos em transportes, quando o dinheiro estiver quase a acabar, o mais depressa possível. Os 1000 euros incluem os preparativos (gastámos 100 antes de sair de Lisboa), a viagem propriamente dita (já lá vão quase 500) e depois o regresso.

Qual o valor que calculam para o regresso?
No início pensámos em 300 euros, mas já revimos as contas e baixámos para 200. Por este andar, se insistirmos muito na ideia de chegar a Dakar, vamos regressar a comer bananas, pão esfregado e alho, com 100 euros no bolso e muita lata para pedir umas borlas.

Afinal podem apanhar transportes públicos? Então não era uma viagem de bicicleta?
O desafio deste projecto são os 1000 euros - descobrir onde nos levam. Não é uma viagem de bicicleta – é uma viagem com bicicletas. Este é o meio de transporte que melhor se adequou ao conceito – porque nos leva longe em experiências, duma forma divertida e barata; e porque é prático e económico. Podemos apanhar transportes públicos, boleias – qualquer coisa. São os 1000 euros que nos vão levar a algum lado (esperemos que a Dakar), não as bicicletas. Se quisermos, até podemos trocá-las por camelos – temos é que depois justificá-lo a quem nos emprestou!

Quantos quilos já perderam?
No outro dia pesámo-nos numa balança do peixe, só para saber que tínhamos praticamente o mesmo peso que em Portugal! O nosso lado metrosexual verteu uma lágrima, mas de todas as formas abatemos dois barris de cerveja e jantaradas que trazíamos na pança, e concerteza ganhámos alguma massa muscular. O suficiente para pedalar até à próxima fronteira, pelo menos: a tia Liló diz que a Mauritânia é número um para dietas, e que o solário do Sahara dá um bronze fantástico.

Onde lavam a roupa?
Em Portugal e Espanha, nos tanques dos parques de campismo. Com shampô. Em Marrocos, normalmente é num alguidar, quando paramos para editar os filmes. Com pacotinhos individuais de detergente – chique! Houve uma vez em que a preguiça foi mais forte... e não resistimos a pedir às senhoras da limpeza do hotel, que nos lavaram toda a roupa por 2 euros! Contra as nossas expectativas, ainda não foi desta que veio tudo engomado para dentro das alforjas – esse é um luxo que não conhecemos desde a primeira vez que as arrumámos, ainda em Lisboa.

Vejo que ultimamente têm dormido muito em casa de pessoas. Como é que isso funciona?
Não vamos especificamente à procura desses filmes. A nossa experiência em viagem diz-nos que quanto menos expectativas tiveres, mais surpresas terás. E a nossa postura é mesmo essa: vamos avançando, e quando paramos para descansar nunca temos a estadia em vista (era só o que faltava!). As noites em que fomos convidados para ficar em casas de pessoas aconteceram sempre por mero acaso. Com tempo, haveremos de contar estas histórias com mais detalhes – se há coisas em que o formato video é limitado, é no facto de não podermos explorar cada momento ao pormenor. A seu tempo...

Já agora, fica aqui a “contabilidade” das dormidas, feita na última 5ª feira, quando completámos 50 dias de viagem:


- Camping selvagem: 12 noites
- Camping: 7
- Pensões: 15 (inclui 4 noites no terraço do Suerte Loca)
- Casas: 14 (inclui os primeiros dias em Azeitão e a casa de Silves)
- Bus: 1 (em que avançámos, durante a noite, cerca de 600km)