quarta-feira, 9 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
domingo, 6 de abril de 2008
sábado, 5 de abril de 2008
sexta-feira, 4 de abril de 2008
O Terceiro Elemento
Como devem calcular, uma viagem desta natureza tem muito pouco de planeado, no que se refere a rota e estadias, por exemplo. É da forma que preferimos viajar – a aventura faz-se aos poucos, a descoberta é um processo, e devagar vamos avançando e aprendendo.
O método de trabalho não é completamente rígido, mas anda à volta de qualquer coisa deste género: pedalamos durante 4 a 5 dias, depois estacionamos em qualquer lado com net fiável, para trabalhar uns 2 ou 3. Normalmente paramos de sexta a domingo – cada “vídeo da semana”, por exemplo, demora cerca de 2 dias a editar, conforme os conteúdos e a inspiração. E essa, vem ao longo da semana, enquanto viajamos. À medida que encontramos pessoas e vivemos novas experiências, imaginamos o tipo de coisas que se poderia fazer no blog. E normalmente, quando paramos para editar o filme, já o temos quase todo na cabeça.
Coisas como banda sonora, clips de video e outros “acessórios”, é tudo feito pelo Eduardo – o 3º elemento deste projecto. Ele é o MacGyver do grupo, versão Sec. XXI. O homem das tecnologias. Além disso, durante a viagem vai activando os posts que deixamos em rascunho, aos domingos. E não só – basta um SMS a dizer "clip loveboat" que até ao dia em que pararmos, temos material para trabalhar no video. Mas não vamos agora entrar em pormenores. Se houver dúvidas, críticas, sugestões... não sejam tímidos – este é um projecto aberto a todos.
E já que falamos no Eduardo, fica aqui o perfil dele... que estamos há séculos para colocar aqui no blog, é uma falha quase imperdoável. Quase. Nós bem que tentámos adiar o momento, mas ele insistiu tanto que já não dava para mais. ;)

Finalista de Novas Tecnologias de Comunicação, na UA
Signo: Gémeos.
Fez uma roadtrip com dois amigos de Austria para Portugal, entre outras viagens. Juntou-se à equipa para fazer o backoffice, e acabou por trazer conhecimentos preciosíssimos, graças à sua experiência de mais de 120km num só dia, numa viagem de bicicleta Porto - Aveiro, com um amigo.
O seu objectivo secreto era dormir enquanto eles treinavam. Acabou por não dormir nada...
quinta-feira, 3 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
domingo, 30 de março de 2008
#05 - Marrocos
A chegada a Rabat marcou definitivamente o final de uma fase. Depois de uma introdução mais “tradicional” à cultura marroquina, esta semana estivemos em contacto com um lado mais “moderno”.
Tudo começou com uma avaria. No dia em que era suposto chegarmos à capital de Marrocos e completar o primeiro milhar de quilómetros, a Mikelina queixou-se de dores nos raios. Nada mau, tendo em conta que já tínhamos pedalado 950, sem problemas – contra muitas profecias. E por seis raios partidos, pagámos a módica quantia de 2 euros! Mão de obra incluída.
Foi por causa desta avaria que o Hisham e o Rachid pararam – para ajudar. Trocámos contactos, nós seguimos para a oficina mais próxima e eles para Chefchaouen. Mas dois dias depois, quando estávamos prestes a partir para Rabat, o telefone do Carlos tocou e a viagem deu mais uma reviravolta.
Ficámos mais três dias em Kenitra, em casa do Hisham. Fizémos a barba, levámos as nossas meninas ao “spa”, para o checkup dos 1000km, e conhecemos uma data de gente interessante – está tudo no vídeo.
E no dia em que finalmente voltámos à estrada, fomos “escoltados” pelo Hisham (imparável, como de costume, sempre a buzinar e a filmar, a fotografar e até a empurrar-nos!) e pelo Rachid, na sua bicicleta tirada de um filme de ficção científica. Foram 44km emocionantes, mais de metade à noite, e a chegada a Rabat foi apoteótica.
24 horas depois, tínhamos avançado 604km de autocarro, durante a noite, até Agadir – e a fome de pedal era tanta que nem ficámos por lá, como tínhamos planeado. Um dia a pedalar e batemos mais um recorde – 104km! – para chegar a Tiznit, onde estamos há dois dias.
A mãe do Hisham
Das pessoas que conhecemos em Kenitra, é a única que não aparece – mas é uma Inspiração (sim, com letra maiúscula). Entre os vários momentos que vivemos com ela, destacamos dois:
1. Pedimos ao Hisham para nos mostrar o terraço. Dois minutos depois de estarmos lá em cima, aparece a senhora a correr, com uma toalha na mão... porque tínhamos vindo para a rua com o cabelo molhado e podiamo-nos constipar!
2. A meio de uma conversa sobre o Islão, disse que já tinha rezado a Alá por nós, e que ia continuar a fazê-lo, para que chegássemos a Dakar sem problemas.
Junta-se assim mais uma mãe às nossas, a rezar a um Deus que é o mesmo mas com nome diferente. Por tudo isto, pela hospitalidade e pela comida deliciosa (não há melhor que um jantar feito por uma mãe!) dedicamos-lhe este vídeo.
quinta-feira, 27 de março de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
Prometemos... e aqui vai.
No último vídeo deixámos uma promessa no ar. Aquele fim de dia num café, junto à estrada, acabou por se tranformar numa noite inesquecível. O Ahmed convidou-nos para dormir em casa dele, em ez de acamparmos numa mata atrás do restaurante - e nós, claro, aceitámos.
O que não sabíamos é que, além de uma recepção familiar e muitas horas à conversa na sala, íamos acabar por dormir no quarto do nosso anfitrião. Esta foi uma noite de surpresas, e a melhor estava reservada para o fim: o tesouro de Ahmed. E mais não contamos, vejam o clip e tirem as vossas conclusões.
terça-feira, 25 de março de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
sexta-feira, 21 de março de 2008
Não é por isso que vou esquecer a hospitalidade da Astrid e do Ricky, ou a surpresa que se revelou o nosso passeio a El Rocio, ou qualquer dos kms pedalados em Espanha – mas hoje completa-se 1 mês desde que apanhámos o primeiro ferry, em Lisboa, e não consigo evitar uma espécie de balanço.
Oiço o chamamento à oração, nos altifalantes de uma mesquita mesmo aqui ao lado, e lembro-me de todas as coisas que ainda estão para vir. Mas o que já passou...
4 semanas! Como descrever, numa só crónica, 1000km nas pernas? Cada pedalada é uma vitória, a cada km vamos conquistando um sonho – o nosso sonho! – e não há palavras que descrevam isso com justiça. A partida, as primeiras pedaladas até Setúbal, a chegada ao Algarve e a sensação de passar a primeira fronteira: pequenas conquistas diárias que se prolongaram durante 1 mês, e quase sem darmos por isso estávamos a embarcar no ferry para Tanger.
Lembro-me da noite em que, após quase 2 anos a tentar “vender” outros projectos a possíveis patrocinadores, decidimos fazer qualquer coisa por nossa conta. Uma viagem de carro, por Marrocos, até ao Senegal... quem sabe Mali. Era o momento certo para filmar, escrever e tirar fotos, reunir material para mostrar o tipo de coisas que queríamos fazer. Mas não tínhamos muito dinheiro.
“E se fôssemos de bicicleta?”, perguntou-me o Carlos. Eu respondi que sim, meio-a-brincar, mas com a certeza de que se fosse esse o caminho, era mesmo esse. Tínhamos 1000 euros cada – e numa só noite, o que começou por ser uma limitação, transformou-se no nosso “ponto de honra”. Fizémos um pacto de silêncio, para não acharem que éramos doidos, e só começámos a contar aos amigos quando tivémos a certeza que íamos mesmo. Daí ao Terreiro do Paço foi um instante.
Dakar é um objectivo pessoal. Onde os 1000 euros nos levam – esse é o verdadeiro desafio. Ainda acredito que conseguimos chegar ao Senegal, mas se essa meta já era secundária, agora é só um pormenor. Não interessa até onde vamos, no fundo nem interessa saber com quanto vamos – o mais importante, a mensagem que queremos passar, é reconhecer um copo meio-cheio em vez de meio-vazio, bebê-lo de um trago e sorrir. Porque até meio-copo-de-água pode matar a sede.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Não somos BTTistas
Mas já temos com certeza algo em comum com esta comunidade – o prazer da coxa a entrar no piloto-automático, de atingir um topo a suar em bica para nos refrescarmos na descida seguinte, entrar onde os motores não entram, viajar com um minimalista ruído da corrente e o da combustão silenciosa do corpo.
Talvez por esta razão temos recebido dos BTTistas um apoio que nos dá aquela pedalada extra. Esclarecemos aqui algumas das suas dúvidas.
Fisicamente
As poucas dores concentram-se na coxa – nada mais. Acreditem ou não, a bunda não se ressentiu. Zero! Temos uma capa de gel de 7 € e fomos esperando pelas tão badaladas dores, em vão. Talvez o facto de dormirmos no chão e termos tantos km pela frente dê uma ajuda psicológica. Vimos prevenidos com gel para assaduras, tendões, dores musculares, suplementos disto e daquilo, algumas mezinhas e muitos truques. Mas tirando comer uma banana em jejum para reforçar o magnésio (o Jorge é fã) ainda está tudo por estrear. Muita água, barras de cereais e massinha à noite têm chegado para o esforço.
Penélope
A Vera (minha irmã) pagou 70 € por ela, em 2ª mão. Deu uns passeios, planeou outros, mas a rodagem foi quase toda feita pelo primeiro dono. Não tem descanso, comprei um em Lisboa mas nunca o cheguei a pôr. Ficou em casa da Astrid, em Matalascañas. O encaixe do banco partiu-se, de tanto a levantar, e está um pouco bambo. Flui nas estradas como um rio no mapa, e tem a mania de cantar baixinho, como se fosse a rezar – mas é só de vez em quando, ainda não percebi porquê.
Mikelina
Custou 50 €. Estava há 6 anos numa cave dum amigo que a emprestou, (obrigado Gonçalo!). O Fernando (ver filme “preparativos”), um mecânico impecável, trocou-lhe a pedaleira, corrente e jante do pneu de trás por peças usadas. A corrente saltou duas vezes, as mudanças estão desafinadas. O carreto da frente nunca o tiro do meio. Nas descidas mais íngremes trava-se a fundo e ela vai andando.
Porque que razão imprimem este título no rótulo se em todas as três latas encontramos apenas duas tísica e defareladas rodelas, numa tristeza de fava em bolo-rei?
O facto é que, nas mudanças da pobre Mikelina, vem escrito um guerreiro e norte-americano “Ranger” e ainda mais bizarro, na capa da minha tenda estamparam um megalómano T2!
Ao Sr. Marketeer que teve esta triste e enganosa ideia digo-lhe por experiência própria que onde está T2 deveria escrever:
”Habite neste esconço de um passo quadrado, sem janelas ou veluxes, mas com uma porta de zippo que ao abrir exala um violento condensado de cheiro a queijaria e bafio.”
E se esta descrição for um previsível flop com direito a ser esbofeteado por uma gravata às bolinhas ou bezuntado em gel e coberto de post-its, acrescente-lhe:
“Dentro deste passo quadrado, de chão torto e sem colchões Picolin, pode caber uma viagem do tamanho do mundo, a par duma mão cheia de sonhos que o vão embalar, suavemente como a avó ao berço. E vai adormecer profundo... como um tronco.”... Zzzzzzz ....
quarta-feira, 19 de março de 2008
Em casa da tia Liló
(Puerto de Santa Maria)
A tia Lilo pediu um restyling, e achámos que era boa altura para ter novas polaroids. Estamos quase a celebrar 1 mes de viagem, o blog merece!
Mas faltam 3 fotos para completar o novo look - e queremos as vossas. Enviem o que quiserem, desde que se enquadre no espirito, para o nosso mail: proximaparagem@gmail.com
Podem ser fotos de viagem, qualquer coisa alusiva aos 1000 euros, uma gargalhada, a avo a comer filetes de pescada: o que vos apetecer. As que mais gostarmos juntam-se a este grupo.
Não há prémios, apenas as fotos publicadas. Prémios so no outro passatempo, vão ao blog dofundodacomunicacao.blogspot.com
Actualização das contas
A acrescentar à comida, em Espanha dormimos algumas noites em parques de campismo - sendo esta a razão principal de termos gasto mais dinheiro que em Portugal.
Depois de um dia que em termos de orçamento foi o mais desmoralizador, eis que estamos em Marrocos - e a partir daqui, é tudo mais barato.
Somando estes dias ao que já tinhamos gasto, vamos agora em 410,65 euros. Os primeiros 100 em preparativos, o que deixa 310 para o primeiro mês, ainda na Europa. Restam quase 600, é só fazer as contas!





























